Óbidos aguarda decisão do ministro do Ambiente
O Município de Óbidos aguarda, neste momento, a discussão pública para a decisão final do Ministro do Ambiente na atribuição da concessão das águas minerais para as futuras termas das Gaeiras. A revelação foi feita por Humberto Marques, que sublinha que este “é um grande projeto para continuar a desenvolver”. Para o presidente da Câmara Municipal de Óbidos, “este executivo, a partir desta grande oportunidade que foi criada, encetou, desde a primeira hora, todas as diligências para assegurar a concessão das águas minerais termais em Gaeiras a favor do Município de Óbidos”.
O município entregou à Direção-Geral de Energia o projeto de execução necessário para efeitos de prestação de garantias a favor do Estado Português, bem como à garantia bancária necessária para a finalização do processo de concessão sobre as águas minerais. “Este executivo, em face do interesse manifestado por privados, começou já a trabalhar na preparação de um programa preliminar, que poderá servir de base a uma eventual subconcessão a privados”, revela o autarca, para quem o projeto deverá resultar numa “maior dinamização turística, tecnológica, de qualidade de vida, entre outras, e, fundamentalmente, dar resposta às necessidades das populações locais”.
Recorde-se que o Município de Óbidos anunciou, em setembro passado, a descoberta de um aquífero de água termal nas Gaeiras. A descoberta foi atestada por José Matos Dias, geólogo e investigador da Universidade de Coimbra que, nos últimos quatro anos, liderou o processo de prospeção e captação de água na Quinta das Janelas, na freguesia das Gaeiras.
A água captada a “cerca de 140 a 150 metros de profundidade” foi, durante um ano sujeita a análises que, segundo o especialista confirmaram as suas características de água mineral natural bacteriologicamente pura. Ou seja, explicou o especialista em águas termais, “nenhuma das análises revelou, em nenhum parâmetro, a existência de qualquer micróbio”, para além da vantagem de atestarem “a inexistência de hidrogénio 3”, um agente presente na atmosfera apenas desde o rebentamento das primeiras bombas nucleares, durante a Segunda Guerra Mundial.
Dados que segundo o geólogo atestam a “pureza” da água, que chega à superfície a 32 graus centígrados e em quantidade suficiente para “abastecer um balneário termal de dimensões semelhantes ao de S. Pedro do Sul”, que serve anualmente cerca de 25 mil aquistas.