Óbidos e Oeste contra aumento dos preços da água e saneamento

A Câmara Municipal de Óbidos e os restantes municípios do Oeste estão contra a proposta da empresa Águas do Oeste em aumentar em 3 por cento o tarifário da água e em 10 por cento a taxa de saneamento. Em conferência de imprensa, realizada hoje, dia 11 de outubro, em Peniche, os autarcas foram unanimes em dizer que a Águas do Oeste deve “rever a sua posição”.

Telmo Faria, presidente da Câmara Municipal de Óbidos, afirmou que, “face à conjuntura difícil do País, aquilo que estamos aqui a defender não são só as contas municipais, mas, acima de tudo, a defender os interesses das populações, num momento em que estamos a atravessar um cenário de agravamento fiscal”. Por isso, o edil de Óbidos entende que “é muito importante que possa haver uma sensibilização da Águas de Portugal [principal acionista da empresa Água do Oeste] face à situação que o País está a viver”. “Estamos a aqui a lutar pelas nossas populações”, realçou.

Em comunicado, os autarcas do Oeste, dizem que esta proposta de aumentos “merece o mais vivo repúdio por parte dos Municípios” da região, acrescentando que “esta proposta não é compreensível face ao aumento do volume de negócios apresentado pela Águas do Oeste que, refira-se, é uma empresa autossustentável e apresenta lucros”.

Os autarcas afirmam ainda, no mesmo documento, “que a Águas do Oeste não pode invocar a aplicação da estimativa inicial de tarifas, uma vez que nunca cumpriram adequadamente o plano de investimentos previstos para a generalidade dos Municípios da região Oeste.”

“Os Municípios do Oeste não podem aceitar a imposição de mais este sacrifício para os seus munícipes e, consequentemente, votaram contra este aumento, mesmo sabendo que a Águas de Portugal tem a maioria no Conselho de Administração”, lê-se no comunicado.

Em resposta aos jornalistas, Carlos Miguel, presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, e em representação de todos os autarcas presentes, garantiu que “a postura [do Oeste] será sempre de diálogo, para que se encontre uma solução para que isto não seja mais um peso para as pessoas”. Por isso, o autarca assegura que “estamos todos obrigados a entendermo-nos”. “A manutenção das tarifas é aquilo que se recomenda”, concluiu.

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