Primeira residência pedagógica reflete sobre o brincar e a naturalização dos espaços

O Município de Óbidos acolheu recentemente a primeira Residência Pedagógica dedicada ao brincar e à naturalização dos espaços exteriores das creches, jardins de infância, escolas do 1.º ciclo e espaços de brincar da comunidade. A iniciativa reuniu, no Espaço MyMachine, cerca de 20 participantes, entre educadores, professores, investigadores, técnicos municipais, e representantes de fundações e outras organizações, num momento de reflexão e construção coletiva.

Um dos pontos altos da sessão foi a apresentação da arquiteta paisagística Teresa Nunes, responsável pelo projeto de requalificação do espaço exterior do Jardim de Infância do Arelho.

A arquiteta destacou os princípios que orientaram a transformação daquele espaço, a relação com a Natureza, a autonomia das crianças, a diversidade de materiais e desafios, e a criação de ambientes que convidam à exploração e ao brincar livre. A sua intervenção foi amplamente reconhecida pelos participantes como um contributo essencial para repensar a forma como os espaços educativos podem promover bem‑estar, criatividade e desenvolvimento integral.

Durante a sessão, o presidente da Câmara Municipal de Óbidos afirmou que “a forma como pensamos os espaços onde as crianças crescem, aprendem e brincam revela muito da comunidade que queremos construir”, sublinhando que o Município tem vindo a assumir a educação como uma prioridade estratégica, não apenas ao nível das infraestruturas – área no âmbito da qual está a ser preparado um conjunto de requalificações – mas sobretudo da criação de ambientes educativos mais humanos, inclusivos, criativos e próximos da Natureza.

O autarca reforçou ainda que a integração de Óbidos na Rede Internacional de Cidades Educadoras representa “um compromisso claro com políticas públicas centradas nas pessoas e nas crianças”, defendendo que “o brincar, a autonomia, a descoberta e o contacto com a Natureza devem fazer parte do quotidiano educativo desde os primeiros anos de vida”.

Para Filipe Daniel, iniciativas como esta Residência Pedagógica são fundamentais “para juntar diferentes olhares, criar pensamento coletivo e construir soluções inovadoras que tenham impacto real na qualidade de vida das nossas crianças, famílias e comunidade educativa”.

O encontro terminou com um sentimento partilhado por todos os presentes: a vontade de dar continuidade a este trabalho, promovendo novas residências e momentos de reflexão conjunta. Foi unânime a convicção expressa pelos participantes de que este é um caminho que deve ser repetido em breve, aprofundado e alargado à comunidade educativa e ao território.

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