Óbidos reforça articulação entre Proteção Civil e setor social em jornadas distritais

O Município de Óbidos recebeu esta terça-feira, 13 de maio, na Praça da Criatividade, uma sessão das Jornadas de Proteção Civil para o Setor Social, iniciativa que percorre os concelhos do distrito de Leiria com o objetivo de reforçar a articulação entre municípios, Segurança Social, agentes de proteção civil e instituições sociais.

A sessão destacou a importância da preparação coletiva e da cooperação institucional perante cenários de emergência, sobretudo na proteção das populações mais vulneráveis, como idosos, crianças, pessoas com deficiência e famílias em situação de fragilidade social.

No arranque da iniciativa, Soraia Saramago, vereadora com o pelouro da Ação Social no Município de Óbidos, destacou a importância da preparação e da cooperação institucional perante cenários de emergência, sublinhando que “a proteção civil não começa no momento da emergência. Começa antes. Começa na prevenção, na informação, na preparação das instituições e na capacidade de todos sabermos o que fazer, quando fazer e com quem articular”.

A responsável recordou ainda os impactos sentidos no concelho durante a tempestade Kristin, referindo que este episódio reforçou a necessidade de territórios mais preparados, redes locais mais articuladas, e instituições capacitadas para responder de forma rápida e eficaz.

Ao longo da sessão foram abordados temas como evacuação, confinamento, realojamento, comunicação em contexto de crise e funcionamento das Zonas de Concentração e Apoio à População, numa lógica de prevenção e capacitação das entidades do setor social.

No encerramento das jornadas, o presidente da Câmara Municipal de Óbidos, Filipe Daniel, destacou a importância da construção de uma resposta integrada e colaborativa entre entidades locais, distritais e nacionais.

“Os fenómenos extremos não conhecem fronteiras administrativas. Não param à entrada de um concelho. Quando acontecem, desafiam-nos a todos”, afirmou.

Filipe Daniel reforçou ainda que “nenhum território está verdadeiramente preparado se trabalhar sozinho”, defendendo uma lógica de cooperação e solidariedade à escala distrital, regional e nacional entre municípios, Segurança Social, Proteção Civil, IPSS, escolas e associações locais.

O autarca salientou o papel essencial do setor social na proteção civil moderna, considerando que proteger pessoas significa garantir não apenas segurança imediata, mas também acolhimento, alimentação, transporte, medicação, acompanhamento e dignidade.

Para Filipe Daniel, estas jornadas representam uma mudança de cultura, baseada “na prevenção, na cooperação e na responsabilidade partilhada”, contribuindo para um território mais resiliente, preparado e seguro.

Em Óbidos reuniram representantes da Segurança Social, Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, bombeiros, forças de segurança, IPSS, escolas, associações, e diversos agentes locais ligados à resposta social e à proteção das populações.

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