Êxito do FOLIO é pura realidade
Mais de 30 mil visitantes afluíram à primeira edição do Festival Literário Internacional de Óbidos que encerrou ontem, dia 25 de outubro, após 11 dias repleto de inúmeros eventos.
Aos números já antes divulgados (459 criadores, 200 autores, 154 sessões literárias, 56 ilustradores, 37 conferências, 36 espetáculos, 14 exposições, 13 livrarias, etc.), pode-se, hoje, acrescentar com a máxima certeza os mais de 30 mil visitantes que afluíram a Óbidos para a primeira edição do FOLIO. Uma aposta corajosa, ambiciosa, mas indubitavelmente ganha por todos aqueles que acreditaram na afirmação de Óbidos, como Vila Literária.
Humberto Marques (Presidente da Câmara Municipal de Óbidos):
“Tendo em conta a experiência que temos da organização de muitos eventos realizados nos últimos 10 anos, o balanço que faço é extraordinariamente positivo. Desde logo, pela perceção da sociedade portuguesa ao evento, pela afluência que houve a todas as iniciativas, apesar da densidade do programa. Muitas pessoas saíram daqui com um enorme nível de satisfação e serão os embaixadores do pós FOLIO. O facto de termos de um milhão e meio de visitas nas nossas redes sociais é também sintomático do que foi a imponência do evento
Por outro lado, a própria decorrência do evento foi acompanhada por 600 noticias, o que mostra também que havia produto para comunicar. Foi além das nossas expectativas, com mais de 30 mil visitantes, num evento comunicado quase em cima da hora. Não podemos exigir mais de uma primeira edição que é sempre mais difícil. Para Óbidos era a imagem que nos faltava, a atração destes públicos que nos faltava. É um início de um caminho que temos de fazer. Se fosse hoje, haveria coisas que mudariam, mas uma coisa é certa: não vamos deixar de ter esta programação a acontecer em simultâneo.
Este não é um negócio que tenha um ‘payback’ imediato, é um investimento. Mas se considerarmos todos os números que temos, permitir-nos-á, a prazo, estruturar o nosso concelho a todos os níveis. A cultura é o cimento de todos os eixos económicos, sejam o s mais tradicionais aos mais contemporâneos.”
Celeste Afonso (Vereadora da Cultura da CMO):
“Esta primeira edição do FOLIO superou completamente as expectativas. A criança nasceu já crescida, quase como se tivesse já idade adulta e a responsabilidade agora é acrescida para as próximas edições. Vamos ter de nos superar!”
José Eduardo Agualusa (curador do FOLIO Autores):
“Bom, esta foi a primeira edição, mas acredito que, a longo prazo, o FOLIO se pode transformar num local importante de debate da literatura, livros onde se possa definir tendências da publicação. E que se possa tornar num lugar importante não só para leitores, mas também para editores, livreiros, agentes literários, algo que a Feira do Livro não cumpre. E falta um local onde se pense o livro.
Há pequenas coisas que se podem melhorar; o facto ser um Festival tão longo, poder-se-ia criar oficinas, por exemplo, de conto literário. Uma agente de música veio ter comigo e sugeriu vários cantores brasileiros bons, para fazer oficinas da canção. Acho que pode ser uma mais-valia, aproveitar o espaço de 10 dias para fazer coisas de maior fôlego e poder fidelizar o público”
Anabela Mota Ribeiro (Curadora do FOLIA):
“Procurámos trazer a festa ao festival e, com a Folia, conseguimos isso mesmo: envolver as pessoas e pôr a literatura a ser vivida como uma festa.”
Mafalda Milhões (Curadora do FOLIO Ilustra):
“O FOLIO Está para a ilustração como um momento de grande importância. Uma das maiores mostras até hoje realizadas com criadores da maior qualidade. O Folio 2015 está de parabéns! Já desejo o de 2016.”
Maria José Vitorino (Curadora do FOLIO Educa):
“O Folio confirmou uma visão e desenhou um desafio!”
José Pinho (Ler Devagar – FOLIO Paralelo):
“Esta primeira edição do Folio foi tudo o que pensávamos que ia ser: muitas sessões cheias a abarrotar, tal como nós queríamos – há apenas alguns horários a pensar melhor para as próximas mesas autores de manhã – e o resto está tudo bem. Todas as pessoas que vieram ao Folio, as vendas, a lotação dos espaços e a reação local dos comerciantes de Óbidos, bem como de todos os participantes e autores deram-nos indicadores bastante favoráveis. Nas próximas edições do Folio ainda vai ser melhor.